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Aqui o operador anemónico vai encontrar materiais de auxílio às práticas do Volume II, Pathworking dos Anaemons, C'ael Lelahel - Escola Iniciática Pathworking
Para os radiestesistas, aqui abaixo, podem encontrar gráficos de rastreio de estados internos a serem reorganizados pelos Anaemons:
Correspondência do Tarot
Nº Inteligência Anaemónica e a Carta atribuída:
1 Vehuiah - O Louco
2 Jeliel - 2 de Paus
3 Sitael 3 - de Paus
4 Elemiah - Rainha de Paus
5 Mahasiah - 4 de Paus
6 Lelahel - Cavaleiro de Ouros
7 Achaiah - 5 de Ouros
8 Cahethel - Ás de Ouros
9 Haziel - O Hierofante
10 Aladiah - 6 de Ouros
11 Lauviah - Rei de Espadas
12 Hahaiah - Pajem de Espadas
13 Iezalel - Pajem de Ouros
14 Mebahel - 8 de Espadas
15 Hariel - 9 de Espadas
16 Hakamiah - A Força
17 Lauviah / Loviah - 10 de Espadas
18 Caliel - A Justiça
19 Leuviah - 2 de Copas
20 Pahaliah - Rainha de Copas
21 Nelchael - O Enforcado
22 Yeiayel / Ieiaiel - 3 de Copas
23 Melahel - 4 de Copas
24 Hahuiah - Cavaleiro de Paus
25 Nithaiah - O Mago
26 Haaiah - 5 de Paus
27 Ierathel - Pajem de Paus
28 Seheiah / Seehiah - 6 de Paus
29 Reiyel / Reiaiel - 7 de Paus
30 Omael - Ás de Paus
31 Lecabel - 8 de Ouros
32 Vasariah A Estrela
33 Yehuiah / Iehuiah - 9 de Ouros
34 Lehahiah - Rei de Ouros
35 Chavakiah - A Temperança
36 Menadel - 10 de Ouros
37 Aniel - 2 de Espadas
38 Haamiah - Rainha de Espadas
39 Rehael - 3 de Espadas
40 Yeiazel / Ieiazel - Pajem de Copas
41 Hahahel - 4 de Espadas
42 Mikael - O Imperador
43 Veualiah / Veuliah - 5 de Copas
44 Yelahiah / Ielahiah - A Sacerdotisa
45 Sehaliah / Sealiah - 6 de Copas
46 Ariel - Cavaleiro de Copas
47 Asaliah - 7 de Copas
48 Mihael - A Imperatriz
49 Vehuel - 8 de Paus
50 Daniel - Rei de Paus
51 Hahasiah - 9 de Paus
52 Imamiah - O Julgamento
53 Nanael - 10 de Paus
54 Nithael - Ás de Copas
55 Mebahiah - Rainha de Ouros
56 Poyel / Poiel - 2 de Ouros
57 Nemamiah - 7 de Ouros
58 Yeialel - 3 de Ouros
59 Harahel - Cavaleiro de Espadas
60 Mitzrael - 4 de Ouros
61 Umabel - Ás de Espadas
62 Iahhel - 5 de Espadas
63 Anauel 6 de Espadas
64 Mehiel - O Sol
65 Damabiah - O Mundo
66 Manakel - 7 de Espadas
67 Eyael / Eiael - 8 de Copas
68 Habuhiah - 9 de Copas
69 Rochel - Rei de Copas
70 Jabamiah - O Eremita
71 Haiaiel - 10 de Copas
72 Mumiah - A Morte
Para a consulta dos Salmos, a Escola Iniciática Pathworking, sugere a consulta deste site por ser de consulta fácil e prática:
Estudos sobre o conceito Geral de Pathworking
Não existe uma definição universal de Pathworking. A palavra passou por uma evolução enorme. No sentido técnico mais antigo da tradição ocultista moderna, Pathworking estava ligado aos Caminhos da Árvore da Vida. Mais tarde, passou a designar viagens imaginais estruturadas. Autores contemporâneos como Jareth Tempest, Theodore Rose e Corwin Hargrove deram outro passo e transformaram o Pathworking numa sequência curta de imagens usada como método de contacto espiritual.
Também é importante corrigir uma questão histórica. Encontramos autores que apresentam o Pathworking como uma técnica antiquíssima e procuram antecedentes no Egito, no xamanismo, nas viagens ao Outro Mundo e em narrativas iniciáticas. Essas práticas podem realmente ser comparadas ao Pathworking. No entanto, o Pathworking enquanto técnica denominada e sistematizada dentro do ocultismo ocidental é moderno. Alex Sumner situa o seu aparecimento no revivalismo ocultista do final do século XIX, desenvolvendo-se a partir das práticas clarividentes da Golden Dawn e sobretudo da Stella Matutina.
1. Golden Dawn: a raiz técnica do Pathworking moderno
Os documentos da Golden Dawn são fundamentais porque encontramos neles a técnica que posteriormente seria transformada em Pathworking, embora os documentos originais geralmente falem em Spirit Vision, Skrying, Travelling in the Spirit Vision e Rising in the Planes.
No Flying Roll IV, de 1892, Florence Farr e Elaine Simpson descrevem uma operação em que o praticante contempla intensamente uma carta de Tarot, estuda previamente os seus símbolos, cores, letras, números e correspondências, concentra-se no significado abstrato da imagem e deixa a concentração evoluir para um estado de reverie ou visão. A imagem deixa assim de ser simplesmente observada e transforma-se numa entrada para uma experiência interior.
No Flying Roll XXXVI, Moina Mathers distingue scrying de projeção astral. No primeiro caso, o praticante conserva a consciência dentro da sua esfera de sensação e percebe uma realidade refletida através de um símbolo. Na projeção, a consciência é concebida como deslocando-se para além dessa esfera.
Isto é importantíssimo porque mostra que o Pathworking posterior nasce da combinação de quatro elementos: símbolo, concentração, alteração da consciência e experiência interior do conteúdo do símbolo.
Portanto, na matriz Golden Dawn, o funcionamento não depende simplesmente de "imaginar uma história". O símbolo serve como uma espécie de chave. Tarot, letras hebraicas, cores, formas, nomes e correspondências servem para orientar a consciência para uma determinada faixa de experiência.
2. Alex Sumner: definição histórico técnica
No estudo Path working on the Qabalistic Tree of Life, Alex Sumner dá provavelmente uma das definições historicamente mais cuidadosas que encontrei:
Pathworking é, em termos simples, a arte de investigar clarividentemente os Caminhos da Árvore da Vida.
Para Sumner, o núcleo do Pathworking tradicional é experimentar astralmente os Caminhos da Árvore, aprendendo através dessa experiência. As cartas dos Arcanos Maiores desempenham frequentemente um papel central porque fornecem um foco visual e simbólico para determinar a natureza da visão.
Sumner também estabelece uma comparação muito interessante com a Imaginação Ativa de Carl Jung. Na Imaginação Ativa, o indivíduo fixa uma imagem mental, observa como ela começa a desenvolver-se espontaneamente e posteriormente entra na própria cena como participante. Isto é extraordinariamente próximo de determinados modelos de Pathworking.
Temos aqui um mecanismo diferente do modelo puramente astral: o símbolo estimula conteúdos que começam a adquirir desenvolvimento próprio, e o operador passa de observador a participante.
3. Melita Denning e Osborne Phillips: Magical States of Consciousness, 1985
Este é um dos livros mais importantes de toda a investigação porque os autores dão uma definição formal.
Para Denning e Phillips, cada Sephirah representa um estado espiritual arquetípico e cada Caminho representa uma transformação da consciência através da qual se passa de um estado para outro. Por isso, o Pathworking serve para provocar deliberadamente mudanças controladas de consciência, desenvolver a psique e produzir iniciação interior.
A definição deles pode ser resumida de forma extremamente precisa:
Pathworking é uma meditação guiada concebida para conduzir o praticante ao Estado Mágico de Consciência correspondente à esfera ou realidade que pretende alcançar.
O texto não é apenas uma narrativa. Os símbolos, imagens e conceitos são cuidadosamente escolhidos para levar a mente profunda a determinado estado. A pessoa começa por acompanhar conscientemente as imagens, mas a mente profunda começa a acrescentar elementos próprios e a visualização pode tornar-se espontânea. O processo conduz a um estado alterado de consciência.
O modelo Denning e Phillips é, portanto:
correspondências → imagens → envolvimento da mente profunda → alteração de consciência → experiência do Caminho → integração psicológica e iniciática.
E os autores vão ainda mais longe. O Pathworking pode servir para desenvolvimento espiritual, fortalecimento de determinadas qualidades, superação de fraquezas interiores e, em determinadas circunstâncias, como complemento de uma operação mágica destinada a provocar mudanças exteriores.
É um dos modelos mais sofisticados que encontrei.
4. Dolores Ashcroft Nowicki: The Shining Paths, 1983
Dolores fornece outra das definições clássicas.
Em The Shining Paths, Pathworking é definido como um tipo específico de exercício de visualização no qual o mind self, a identidade mental do operador, é projetado para uma sequência de situações e paisagens. Inicialmente, estas podem ser percebidas como imagens num ecrã mental. Com treino, a pessoa deixa de ser espectadora e passa a experimentar o cenário como participante através de vários sentidos.
Portanto:
primeiro vê a paisagem; depois entra na paisagem; finalmente experimenta a paisagem.
Isto aproxima o Pathworking da experiência imersiva.
5. Dolores Ashcroft Nowicki: Highways of the Mind, 1987
Este livro é ainda mais importante para a teoria da técnica.
Dolores define novamente Pathworking como uma forma específica de visualização guiada em que a mente é projetada para uma sucessão de acontecimentos e paisagens. Mas acrescenta uma ideia fundamental: quando realizado com propósito e por uma mente treinada, o Pathworking transforma-se numa sequência controlada de padrões de pensamento.
Ela procura antecedentes em pinturas rupestres, no Egyptian Book of the Dead, nas tradições bárdicas e nos contadores de histórias. Devemos, contudo, interpretar isto como uma genealogia comparativa proposta pela autora e não como demonstração histórica de que essas culturas utilizavam a palavra ou o sistema moderno de Pathworking.
No modelo de Dolores, o mecanismo central é:
imaginação + construção de imagens + sequência narrativa + emoção + participação = reorganização da experiência interior.
Numa explicação posterior para a Servants of the Light, ela afirma explicitamente que Pathworking treina a capacidade de construir imagens mentais e que, no modelo esotérico da escola, essas construções podem ser realizadas nos níveis físico, astral, mental e espiritual. Esta última parte deve ser entendida como a cosmologia esotérica da autora, não como uma conclusão científica estabelecida.
6. Donald Michael Kraig: Modern Magick
Kraig é particularmente útil porque protesta contra a expansão moderna do termo.
Segundo ele, quando começou a aprender a técnica, Pathworking significava especificamente projetar-se astralmente através dos Caminhos da Árvore da Vida. Só posteriormente a palavra começou a ser utilizada para designar praticamente qualquer viagem visualizada.
A sua definição de Kabalistic Pathworking é extremamente clara:
projetar-se astralmente através da Árvore da Vida para encontrar e comunicar com inteligências espirituais não físicas.
No seu método, uma carta do Tarot pode funcionar como porta. O praticante observa-a, interioriza-a, aumenta mentalmente a imagem, transforma-a numa porta ou cortina e atravessa-a imaginativamente.
Ele acabou por aceitar que a linguagem moderna tinha alargado o significado da palavra, mas continuou a utilizar "Kabalistic Pathworking" quando pretendia referir-se ao sentido original.
7. Nick Farrell: Magical Pathworking, Techniques of Active Imagination
Nick Farrell desloca significativamente o centro da técnica para a imaginação ativa e para a psicologia mágica.
No livro, Pathworking é explicitamente apresentado como guided meditation. A imaginação permite construir um "Inner Kingdom", uma paisagem interior que, segundo Farrell, reflete a forma como o inconsciente organiza a experiência da pessoa.
Num artigo explicativo do próprio Farrell, ele descreve os Pathworkings como viagens a lugares imaginários onde se encontram entidades celestes ou figuras interiores. O ponto crucial é que uma construção corretamente elaborada deve permitir que aconteçam elementos não completamente determinados pelo guião.
Assim, o Pathworking deixa de ser exclusivamente viagem cabalística e passa a tornar-se uma tecnologia de imaginação mágica estruturada.
8. Gareth Knight: Magical Images and the Magical Imagination
Gareth Knight trabalha a técnica dentro da linhagem de Dion Fortune e da tradição ocidental.
Em Magical Images and the Magical Imagination, apresenta técnicas de visualização criativa e meditação que culminam na construção de um sistema completo de Pathworking destinado a estabelecer contacto com o que ele chama de fontes interiores de sabedoria.
No material atual do Gareth Knight Group, Pathworking aparece como uma viagem meditativa interior ou rising on the planes, utilizada para fazer a consciência subir progressivamente do plano físico até uma determinada localização interior. A estrutura da viagem é deliberadamente construída em estágios.
É mais próximo da tradição clássica de Dion Fortune e W. E. Butler.
9. John Michael Greer: The Druid Magic Handbook
Greer é interessante porque transfere o princípio do Pathworking da Árvore da Vida para outro mapa simbólico.
No seu Ogham Pathworking, Pathworking consiste em viajar de uma estação para outra através de uma paisagem imaginal estruturada pelo few de Ogham que liga essas duas estações.
E Greer faz uma distinção importante. Diz que isto não é exatamente aquilo a que muitos ocultistas modernos chamam Pathworking, isto é, um guião fechado no qual tudo o que acontece já foi antecipadamente descrito.
No modelo de Greer existe estrutura, mas também exploração.
O mapa indica o caminho, mas o conteúdo da experiência pode desenvolver-se.
Este é um ponto essencial para uma definição rigorosa: um Pathworking pode ser estruturado sem necessariamente ser completamente predeterminado.
10. Simon Court: The Magic of Pathworking, 2020
Simon Court define Magical Pathworking como o processo de utilizar meditações guiadas específicas para explorar energias espirituais e temas arquetípicos.
A grande contribuição dele é o conceito de archetypal theme.
O Pathworking não é apenas uma viagem bonita. A paisagem e os acontecimentos são construídos em torno de um determinado padrão arquetípico. O operador entra nesse padrão e experimenta-o interiormente.
11. Jareth Tempest: Raziel's Paths of Power, Archangel Pathworkings
Aqui começa claramente uma escola moderna diferente.
Jareth Tempest define diretamente Pathworking como seguir, através da imaginação, uma série de marcos previamente estabelecidos numa rota até uma inteligência espiritual.
Segundo ele, a intenção é encontrar determinado espírito; o operador usa a imaginação para seguir os marcos e, desse modo, segue o caminho até ao espírito.
Isto é diferente da escola de Dolores.
Não é necessário construir uma longa paisagem, atravessar corredores, abrir portas ou desenvolver toda uma aventura interior.
Tempest deixa ainda claro que, no seu modelo, não é necessário sair do corpo através de projeção astral. A imaginação funciona como uma interface para perceber o astral. Essa interpretação pertence, naturalmente, ao modelo metafísico do autor.
12. Jareth Tempest: The Angels of Omnipotence
Aqui a definição torna-se ainda mais explícita.
Tempest diz que Pathworking possui vários significados no mundo ocultista e esclarece o seu:
uma técnica ritual na qual se utiliza um pequeno número de imagens mentais para contactar um espírito.
No seu modelo, a consciência é "estendida" até ao local onde o anjo habita no mundo astral ou espiritual. Uma vez estabelecido o contacto, comunica-se o pedido.
Os exemplos mostram exatamente a mecânica: visualizar uma imagem, depois outra, depois outra, até chegar à imagem terminal associada à presença da inteligência.
Esta é provavelmente uma das definições contemporâneas mais claras de spirit contact pathworking.
13. Theodore Rose: Lucifer and the Hidden Demons
Theodore Rose desenvolve ainda mais o Pathworking baseado em sequências de imagens.
Para Rose, a imaginação não é utilizada para inventar o demónio. É utilizada, dentro da sua cosmologia mágica, como instrumento para ver além da percepção ordinária.
A grande inovação técnica do livro é a crítica à viagem imaginária contínua.
Rose verificou que pedir a alguém para imaginar longos corredores, caminhar durante muito tempo, aproximar-se lentamente de uma montanha ou abrir uma porta para um cenário desconhecido cria dificuldades cognitivas. A mente tende a formar instantaneamente a cena completa.
A solução é extraordinariamente interessante:
eliminar a viagem e conservar apenas os marcos simbólicos.
Em vez de:
"Você caminha pelo deserto, aproxima-se lentamente das montanhas, encontra uma árvore..."
usa-se:
"Deserto rochoso."
"Montanhas no horizonte."
"Base das montanhas."
"Árvore negra."
"Metal líquido nas raízes."
A sucessão de imagens produz a mudança de estado sem obrigar a mente a simular literalmente todo o deslocamento.
Isto é muito importante porque provavelmente explica a arquitetura dos Pathworkings extremamente curtos encontrados em vários grimórios contemporâneos.
14. Corwin Hargrove: Goetia Pathworking
Hargrove leva este princípio para a Goetia.
Na página do livro que analisei, ele começa praticamente com uma definição:
Pathworking é um empreendimento da imaginação.
Depois esclarece que as imagens são utilizadas para alinhar o operador com o espírito que pretende contactar. No caso da Goetia, utiliza sequências de imagens elementais. O operador percorre mentalmente a sequência e comunica posteriormente o desejo ao espírito.
Um elemento radical do método é que visualização extremamente nítida não é considerada necessária.
Compreender a imagem já é suficiente. Se alguém lê "árvore" e sabe o que significa árvore, já existe imaginação suficiente para executar a operação, segundo Hargrove.
Isto é muito próximo da posição de Theodore Rose e Jareth Tempest.
15. Corwin Hargrove: Celestial Angel Magick, 2023
Aqui Hargrove torna a definição ainda mais minimalista.
Segundo ele, Pathworking com anjos pode ser tão simples como ler uma sequência de descrições imagéticas com intenção mágica. Não é preciso conseguir criar imagens mentais extremamente nítidas.
O seu método associa:
sigilo + nome da inteligência + frases de Pathworking + intenção/pedido.
Ele recomenda que o praticante não se preocupe demasiado em visualizar a aparência física do anjo. O foco deve estar no nome, no sigilo e nas frases do Pathworking.
Portanto, no extremo moderno, Pathworking aproxima-se de uma espécie de código imagético de acesso.
16. Leeza Robertson: Pathworking the Tarot, 2019
Robertson alarga o conceito a todas as 78 cartas.
Para ela, tal como o Tarot constitui uma viagem através de uma história, Pathworking é uma viagem por uma paisagem interior em busca de consciência e desenvolvimento espiritual.
Ela distingue três formas:
intencional, em que as cartas são escolhidas antecipadamente;
intuitiva, em que a própria sequência orienta a exploração;
wandering, que combina estrutura e espontaneidade.
Isto demonstra que o Pathworking contemporâneo deixou definitivamente de estar limitado aos 22 Caminhos cabalísticos.
17. Gretchen A. L. Schork: Traveling the Triple Septagram, 2020
Schork fornece outra definição explícita:
Path Working é uma forma especializada de meditação guiada que conduz o praticante numa viagem mística de um local para outro, com experiências específicas ao longo do percurso.
O interessante aqui é que o sistema não é cabalístico. Utiliza o Abcedrian System, de natureza planetária.
Isto demonstra que "caminho" passou a significar uma estrutura de relações dentro de qualquer mapa mágico coerente, não apenas a Árvore da Vida.
18. Servants of the Light, posição contemporânea
Esta fonte é particularmente interessante porque a própria escola fundada por W. E. Butler e posteriormente dirigida por Dolores Ashcroft Nowicki hoje distingue explicitamente no currículo:
Path Working (Not Guided Visualisations)
e depois:
Pathworking as Theurgic Prayer
Tarot Images as Astral Doorways
seguido do trabalho específico dos Caminhos de Tiphareth.
Isto mostra uma evolução importante dentro da própria linhagem.
Embora Dolores tenha muitas vezes explicado Pathworking através da linguagem da visualização guiada, a SOL contemporânea procura restabelecer uma distinção entre mera visualização guiada e Pathworking propriamente mágico ou teúrgico.
Essa distinção é extremamente pertinente.
19. Llewellyn Encyclopedia: definição terminológica moderna
A definição enciclopédica da Llewellyn resume muito bem toda a evolução:
Originalmente, Pathworking era a projeção astral ou mental através dos Caminhos da Árvore da Vida, com o objetivo de obter informação, instrução ou estabelecer contacto com entidades.
Posteriormente, a palavra passou a ser aplicada de forma muito mais ampla a qualquer viagem visualizada. Para distinguir as duas coisas, alguns autores passaram a utilizar a expressão Kabalistic Pathworking para a forma original.
Esta é provavelmente a melhor definição terminológica global.
Então, afinal, o que é Pathworking?
Depois de comparar estas escolas, eu não definiria Pathworking simplesmente como "meditação guiada".
Isso é demasiado amplo.
Também não o definiria obrigatoriamente como "projeção astral", porque vários autores importantes rejeitam a necessidade de sair do corpo.
A definição mais robusta que consigo extrair de todas estas fontes seria:
Pathworking é uma técnica de exploração ou operação imaginal estruturada na qual a consciência percorre uma sequência coerente de símbolos, imagens, estados, lugares ou correspondências associados a um determinado mapa mágico, arquétipo, caminho ou inteligência, com o objetivo de provocar uma experiência interior específica, uma alteração de consciência, uma iniciação, obtenção de conhecimento, contacto espiritual ou operação mágica.
O que varia de autor para autor é sobretudo o que existe no outro extremo do caminho.
Para Golden Dawn, Kraig e o Pathworking cabalístico, é um Caminho ou região da Árvore.
Para Denning e Phillips, é sobretudo um Estado Mágico de Consciência.
Para Dolores, é uma paisagem interior progressivamente experienciada.
Para Farrell, pode ser uma estrutura da própria psique e do inconsciente.
Para Gareth Knight, é uma realidade interior e fonte de contacto.
Para Greer, é uma região imaginal dentro de um mapa mágico.
Para Simon Court, é um padrão arquetípico.
Para Jareth Tempest, é uma inteligência espiritual localizada através de uma rota imaginal.
Para Theodore Rose, é uma sequência arquetípica que conduz ao contacto mágico.
Para Corwin Hargrove, as imagens funcionam como meios de alinhamento com a inteligência.
E esta comparação permite perceber uma coisa bastante profunda, que o Pathworking moderno deixou de depender da ideia literal de "caminhar".
Também separaria claramente Pathworking de cinco técnicas próximas, ou seja, da visualização criativa, que pode limitar-se à criação deliberada de uma imagem; meditação guiada, que não precisa de possuir estrutura mágica; Imaginação Ativa, que privilegia o desenvolvimento relativamente espontâneo do conteúdo psíquico; scrying, em que se observa aquilo que emerge através de um símbolo ou suporte; e projeção astral, que pressupõe, dentro da respetiva cosmologia, deslocação da consciência ou do corpo subtil. Pathworking pode incorporar elementos de todas estas técnicas sem ser necessariamente idêntico a nenhuma delas. A própria história da Golden Dawn mostra esta proximidade entre visão simbólica, scrying e travelling in the Spirit Vision.
Há ainda uma última distinção importante. As explicações sobre inconsciente, imaginação e alteração de estados de consciência podem ser discutidas em termos psicológicos. Já as afirmações de que uma sequência de imagens conduz objetivamente a um plano astral, a um anjo ou a um demónio pertencem às cosmologias e experiências das respetivas tradições ocultistas. As fontes afirmam isso, mas não existe evidência científica estabelecida que permita tratá-lo como facto demonstrado.
Bibliografia nuclear que resulta desta pesquisa:
Se o objetivo for estudar a evolução real do conceito, considero fundamentais: os Flying Rolls IV e XXXVI da Golden Dawn; The Shining Paths e Highways of the Mind, de Dolores Ashcroft Nowicki; Magical States of Consciousness, de Melita Denning e Osborne Phillips; Modern Magick, de Donald Michael Kraig; Magical Pathworking, de Nick Farrell; Magical Images and the Magical Imagination, de Gareth Knight; The Druid Magic Handbook, de John Michael Greer; The Magic of Pathworking, de Simon Court; Raziel's Paths of Power, Volume II e The Angels of Omnipotence, de Jareth Tempest; Lucifer and the Hidden Demons, de Theodore Rose; Goetia Pathworking e Celestial Angel Magick, de Corwin Hargrove; Pathworking the Tarot, de Leeza Robertson; e Traveling the Triple Septagram, de Gretchen A. L. Schork.
Há ainda livros importantes que utilizam o Pathworking, mas não acrescentam uma definição suficientemente própria para justificar, tratá-los como uma nova escola, como The Temple of High Witchcraft, de Christopher Penczak, e a terceira edição de A Garden of Pomegranates, de Israel Regardie com Chic e Sandra Cicero. Neste último caso é preciso ter cuidado bibliográfico: os Pathworkings e grande parte do material prático da edição moderna são expansões dos Cicero, não devem ser automaticamente atribuídos ao texto original de Regardie.
A Escola Iniciática Pathworking deseja aos seus alunos bons estudos e muitas práticas!
